CHARLIE BROWN JR - Não Deixe O Mar Te Engolir

[postlink]http://rocknrollpost.blogspot.com/2012/06/charlie-brown-jr-nao-deixe-o-mar-te.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=A8HFOAl4vKIendofvid[starttext]Charlie Brown Jr. é uma banda de rock formada em Santos, Brasil no ano de 1992.

Em 1992, o skatista paulistano Alexandre Magno a.k.a. Chorão havia se mudado para Santos (litoral de São Paulo), com 17 anos, onde chegou após uma infância difícil e traumática. Um dia, em um bar local, substituiu por acaso o vocalista de uma banda quando o mesmo precisou se ausentar, devido a necessidades fisiológicas. Uma pessoa da platéia, ao ouví-lo cantando, convidou-o para ser vocalista em sua banda.

Quando o baixista da banda saiu, Chorão veio a conhecer Champignon, o novo baixista, um menino de apenas 12 anos na época. Formaram então a banda What’s Up. Tempos depois, Chorão e Champignon decidiram convidar Renato Pelado pra ser o baterista e, mais tarde, Marcão e Thiago nas guitarras completariam a primeira formação da banda.

A banda ainda sem nome, continuou a se apresentar na cidade. Muitos não sabem o porquê do nome “Charlie Brown Jr”.

- “Fundei e batizei a banda com esse nome em 92. Foi uma coisa inusitada. Trombei (literalmente) com uma barraca de água de coco que tinha o desenho do Charlie Brown, aquele personagem do Charles Schulz, mais conhecido por ser o dono do Snoopy. E o “Jr” é pelo fato de sermos filhos do rock” - Explica Chorão pelo fato de a banda se considerar “filha” de uma geração de músicos e bandas como Raimundos, Nirvana, Blink-182, Red Hot Chili Peppers, Nação Zumbi e Planet Hemp. A sonoridade do grupo tinha influências de grupos como Sublime, Bad Brains, 311 e Pennywise, misturando hardcore, skate e reggae.

Chorão, skatista profissional, chegando a figurar nas melhores posições do ranking de diversos campeonatos brasileiros, costuma se apresentar nos shows andando de skate. Por volta de 1993, eles começaram a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo, além de tocarem em vários eventos de skate.

Algum tempo depois, uma fita demo foi entregue a Rick Bonadio (presidente da Virgin Records e produtor dos Mamonas Assassinas). Ele se interessou pelo grupo e os contratou. Nasce então o disco Transpiração Contínua Prolongada (produzido por Tadeu Patola), que tem esse nome por realmente retratar tudo que eles passaram pra chegar onde chegaram. O álbum explodiu na audiência e fez sucesso nas rádios com as faixas O Coro Vai Comê!, Proibida Pra Mim (Grazon), Tudo que Ela Gosta de Escutar, vendendo 500 mil cópias.

Por um longo tempo a música Te Levar foi tema da série Malhação, da Rede Globo, e assim a banda alcançou bem mais que um público seleto, abrangendo seu trabalho as mais diferentes classes sociais. Com sua propagação na mídia, a banda ganhou vários prêmios e chegou assim, por várias vezes, ao topo de grandes rádios espalhadas pelo país.

Em 1999, após a estréia promissora, o grupo voltou com Preço Curto… Prazo Longo…. Entre as músicas conhecidas estão Confisco, Zóio de Lula e Não Deixe O Mar Te Engolir. Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, o grupo passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, onde quase a banda termina. Apesar das dificuldades, a evolução da fórmula hip hop/reggae/hardcore continuou em Nadando com os Tubarões em 2000, cujos destaques foram as faixas Rubão e Não é Sério.

No ano de 2001, o grupo foi consagrado no VMB, levando o prêmio “Escolha da Audiência” pelo clipe de “Rubão”. Entretanto, o guitarrista Thiago saiu do grupo, alegando divergências musicais. Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. assinou com a EMI para lançar o álbum 100% Charlie Brown JR - Abalando A Sua Fábrica, no final do ano, com músicas inéditas. As faixas de maior destaque foram Hoje Eu Acordei Feliz e Lugar ao Sol.

Em abril de 2002, uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Uma briga fez com que Chorão e cia. saíssem do palco antes do previsto, causando revolta na platéia.

O título do quinto álbum, lançado em 2002, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, que por sinal, o grupo já havia se apresentado em Portugal com sucesso. Com vigor admirável, a fusão de hardcore, rap e reggae gerou novos hits como Papo Reto e Só Por Uma Noite.

Em 2003, chegou a vez da banda gravar o Acústico Mtv. Entre os convidados, o grupo chamou Marcelo Nova, Marcelo D2 e Negra Li. O primeiro single do álbum foi a inédita Vícios e Virtudes.

Após mais de 2 milhões de álbuns vendidos, o Charlie Brown Jr. lança em 2004 o sétimo disco da carreira, Tamo Aí Na Atividade. No início de 2005, Chorão, foi pego de surpresa com a notícia de que os outros três integrantes estavam deixando a banda, na qual tocavam juntos há muitos anos e gravaram sete discos. No mesmo ano, ao contrário do que muitos diziam, Chorão apareceu com uma nova formação para o Charlie Brown Jr.

A nova formação surgiu em Santos, Thiago Castanho que gravou os primeiros três discos do Charlie Brown Jr, agora estava de volta para reafirmar sua parceria com Chorão. Heitor Gomes foi escolhido para assumir o baixo e André Pinguim comandava as baquetas. Depois dos ensaios com o repertório antigo e depois de alguns shows em vários locais do país, Chorão, Thiago, Heitor e Pinguim fortaleceram os vínculos e encontraram a sintonia necessária para criar novas músicas.

O álbum Imunidade Musical é lançado em 2005 com destaque para o primeiro single Lutar pelo que é meu, também tema da série “Malhação” (Rede Globo). Ainda em 2005, Charlie Brown lança o DVD “Skate Vibration”. O DVD, além de uma apresentação ao vivo, contou também com clipes com imagens da banda nos shows realizados nesse mesmo ano, nas viagens e durante as gravações de seu oitavo CD.

O álbum seguinte, Ritmo, Ritual E Responsa, traz 22 faixas inéditas e uma faixa bônus. Chegou às lojas no final de Abril de 2007. Produzido por Chorão e Thiago Castanho, o nono da carreira, deixa registada mais uma vez a marca do Charlie Brown, letras com forte apelo urbano e que vão de encontro aos anseios da juventude, riffs poderosos, bateria e baixo marcantes. Não Viva Em Vão, música de Chorão e Thiago Castanho, foi escolhida como primeiro single. Logo em seguida com o lançamento de mais um single Pontes Indestrutíveis, cujo a banda também gravou um videoclipe, é mais um dos destaques do nono álbum.

No dia 23 de abril de 2008, foi divulgado no site oficial que o baterista André Ruas, o Pinguim, não fazia mais parte da banda. O motivo seria o fim do contrato que já estava se aproximando, sem que houvesse interesse de ambas as partes em renová-lo. Para o lugar de Pinguim, entrou Bruno Graveto, também de Santos.

O último álbum foi batizado de Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva). O nome “Camisa 10”, é uma analogia por ser o 10º álbum da banda. O disco tem uma música feita para a cantora Cássia Eller, que Chorão fez para entrar no disco que a cantora gravaria em 2002. Infelizmente, 15 dias após a criação da música, Cássia faleceu.

Recentemente, Marcão e Champignon da formação original, voltaram para a banda.

No passado não muito distante eles já foram uma banda de rock, hoje em dia fazem um Pop Rock de baixa  qualidade, não adiante bancar uma de Bad Boy e fazer músicas de amorzinho, mas pelo passado digno eles entram aqui com uma de suas melhores músicas.

                 CLÁSSICO DE 1999
[endtext]

3 comentários:

Jefferson Reis disse...

É sempre bom ouvir uma banda nacional.

Estudo Azul disse...

sou mais as musicas mais calmas do charlie brown jr

Ana Araújo disse...

Muito bom!

Postar um comentário

 
Real Time Analytics