MOTÖRHEAD - The Ace Of Spades

[postlink]http://rocknrollpost.blogspot.com/2012/06/motorhead-ace-of-spades.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=vqtNGkSzh1oendofvid[starttext]Motörhead é uma banda de rock ‘n’ roll que, por seu peso e velocidade, influênciou muitas bandas de heavy metal, especialmente de thrash metal, punk rock e hardcore. Foi formada em 1975 na Grã-Bretanha pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister.

Desde então, a banda se encontra em atividade e já lançou 26 discos ao longo de sua carreira, todos seguindo a mesma linha de som: rock ‘n’ roll simples, bruto e pesado. O auge da banda foi durante o final dos anos 70 e início dos anos 80, com os discos “Overkill”, “Bomber”, “Ace Of Spades” e o ao vivo “No Sleep ‘Til Hammersmith”.

Falar sobre a história do Motörhead, antes de tudo é falar sobre Lemmy, o lendário frontman da banda, cujo nome de batismo é Ian Kilmister. Seu apelido surgiu da expressão “lemme a fiver” (“me empresta uma grana”), pois quando jovem ele costumava pedir dinheiro emprestado de seus amigos.

Lemmy começou sua carreira musical na década de 60, com as bandas Rockin’ Vickers e Opal Butterfly, obscuras bandas que deixaram poucos registros sonoros. Nessa época, também foi roadie do Jimi Hendrix Experience e reza a lenda que ele também fornecia substâncias ilegais para o pessoal da banda.

Já no início dos anos 70, Lemmy integrou no Hawkwind, e logo de cara participa da gravação do single “Silver Machine”, um dos primeiros sucessos da banda, cantado por Lemmy. Com o Hawkwind, ele gravou os álbuns “Doremi Fasol Latido”, o ao vivo “Space Ritual”, “Hall of the Mountain Grill” e “Warrior On The Edge Of Time”, fora vários singles.

Porém, o ambiente entre Lemmy e os outros integrantes do Hawkwind era um tanto quanto caótico, em grande parte devido ao consumo exagerado de drogas e álcool, e começaram a surgir algumas divergências entre Lemmy e os demais integrantes da banda, que com o tempo foram se acentuando. A gota d’água foi quando em 1975, Lemmy foi detido por cinco dias durante uma tour do Hawkwind no Canadá por porte de speed (mistura de cocaína e heroína). Após esse episódio, a banda o despediu.

Saindo da prisão, Lemmy retorna à Inglaterra e resolve montar um power trio ao lado de Lucas Fox (que depois tocaria na banda punk Warsaw Pakt) na bateria e Larry Wallis (ex-Pink Fairies) na guitarra, e ele, é claro, no baixo e vocal. Inicialmente a banda se chamaria Bastards, mas Lemmy resolveu batiza-la com o nome de sua última composição para o Hawkwind: “Motörhead”, que saiu como B-side do compacto “Kings Of Speed”, lançado pelo Hawkwind em 1975. “Motörhead” é uma gíria inglesa para designar um estado mental insone, induzido por uma mistura de anfetamina e barbitúricos. A tradução mais próxima seria “cabeça turbinada”.

O Motörhead fez sua primeira apresentação em 1975 abrindo para o Greenslade no Roundhouse Theater de Londres. Logo após, o Motörhead excursionou com o Blue Oyster Cult e com o The Damned.

Como Lemmy, devido a sua associação com o Hawkwind, ainda pertencia ao cast da United Artist e no início de 1976 a banda entrou no Rockfield Studios para gravar um álbum de estréia. Nesta época ocorreu a primeira alteração na formação da banda: Lucas Fox foi substituído por Phil “Philty Animal” Taylor, amigo de infância de Lemmy e baterista amador, que inclusive regravou algumas bases de bateria feitas por Lucas Fox, e Larry Wallis decidiu sair quando “Fast” Eddie Clarke” foi convidado para fazer algumas bases do disco. Larry não gostou da idéia de dois guitarristas na banda e abandonou as gravações. Nessa época, o Motörhead ainda aproveitava músicas escritas pelo Lemmy na época do Hawkwind, como “Lost Johnny”, a própria “Motörhead”, “The Watcher” e outras. O Motörhead também aproveitou uma composição de Larry para o Pink Fairies, “City Kids”.

Concluída as gravações do álbum, o conteúdo foi rejeitado pela United Artist e ficou mofando nos arquivos até 1979, quando a banda já fazia sucesso com os álbuns “Overkill” e “Bomber” e foi lançado sob o nome “On Parole”.

Com essa formação (Lemmy - baixo e vocal, “Fast” Eddie - guitarra e “Philty Animal” - bateria) o Motörhead cai na estrada em 1977 ao lado do Hawkwind. Porém, as coisas iam mal e eles pensaram até em encerrar suas atividades, e resolveram então fazer seu último show no Marquee Club de Londres.

Com a ajuda de Tramp, líder do motoclube dos Hell’s Angels local, convenceram Ted Carroll da Chiswick Records gravar o show e deixar registrado para a posteridade que um dia a banda realmente existira.

Carroll compareceu ao show, mas não gravou nada, pois esquecera de levar o tape-deck, porém em contrapartida, ofereceu os estúdios da gravadora para que a banda gravasse um single. A idéia inicial era regravar as músicas “Motörhead” e “City Kids”, que sairiam no disco “On Parole”. A banda decidiu que daria tudo o que podia para a última cartada, fizeram vários ensaios antes da gravação do single, e, o resultado foi surpreendente até mesmo para a banda: além de terem gravado as duas músicas que entrariam no single, gravaram ao todo 9 faixas em apenas dois dias.

Os planos da banda deram certo e Carroll, impressionado, deixou o estúdio para que a banda concluísse o álbum de estréia, homônimo, que foi lançado em setembro de 1977.

As relações entre a banda e a Chiswick logo chegaram ao fim, mas logo em seguida a banda iria assinar com a Bronze Records e em 1978 gravaram um single, “Louie Loiue”, uma versão para a clássica canção de Richard Berry. O single teve vendas razoáveis, o que surpreendeu a banda na época.

No final de 1978 e início de 1979, a banda gravou no Houndhouse Studios, sob a produção de Jimmy Miller, o álbum “Overkill”, que foi lançado em 24 de março de 1979. “Overkill” é um dos mais importantes álbuns da banda e da história do rock ‘n’ roll no geral e que definiu de vez a sonoridade da banda: crua, suja, energética, pesada e agressiva. O disco serviu de referência para vários estilos, como o thrash metal, o hardcore, o crossover e muitos outros. O álbum se tornou um sucesso na Inglaterra, vendendo mais de 60 mil cópias e logo após, a banda faz uma tour por todo o país, tendo como suporte a banda feminina Girlschool.

Entre julho e agosto do mesmo ano, a banda volta ao Houndhouse Studios, mais uma vez com o produtor Jimmy Miller para gravar o álbum “Bomber”, lançado em 27 de outubro de 1979. As vendas do álbum atingiram o mesmo patamar das do disco anterior e também é considerado uma das maiores peças-chave da discografia do grupo.

Em 1980, a banda lança um EP chamado “The Golden Years”, com 5 faixas ao vivo. O sucessor desse EP, o álbum “Ace Of Spades”, gravado entre agosto e setembro do mesmo ano e lançado em 8 de novembro de 1980, é considerado por muitos o supra-sumo da banda, e captou um dos melhores momentos da mesma. O disco foi produzido por Vic “Chairman” Maile, que já havia trabalhado com as Girlschool e soube aproveitar ao máximo o espírito anárquico das gravações, ressaltando ainda mais a sujeira e a agressividade do Motörhead. O disco é o maior clássico da banda e também o mais influente e conhecido trabalho deles, e todas as músicas presentes nele já foram tocadas ao vivo, e a faixa-título, música mais conhecida da banda, é um clássico obrigatório em todos os shows até hoje. O disco teve vendagens ótimas e foi muito elogiado pela crítica da época e foi muitíssimo bem aceito pelos fãs.

Ainda em 1980, a banda gravou um EP com as garotas da Girlschool, chamado “St. Valentine Day Massacre”, de 4 músicas. Embora todos os membros de ambas as bandas estejam creditados no EP e tenham participado das gravações, “Philty Animal” foi creditado apenas por “insults and inspiration”, pois havia quebrado três vértebras alguns dias antes das gravações, em uma queda durante uma cavalgada.

Ainda inebriados pelo sucesso de “Ace Of Spades” que foi alcançado no último ano, a banda decide lançar um disco ao vivo, produzido mais uma vez por Vic Maile, que conseguiu capturar toda a essência bruta e agressiva da banda ao vivo. O disco, entitulado “No Sleep ‘Til Hammersmith” foi lançado em junho de 1981 e foi o maior sucesso comercial da banda, atingindo o primeiro lugar das paradas inglesas. Um single com as faixas “Motörhead” e “Over The Top” (não editada na versão original de “No Sleep ‘Til Hammersmith”) também atingiu uma colocação excelente.

Nesta época, a banda fez uma tour pelos EUA onde tocaram junto com Ozzy Osbourne e cujo o ponto alto foi uma apresentação num festival em Port Vale, ao lado de Ozzy, Triumph, Riot, Frank Marino e Vardis, onde tocaram para uma platéia de 30 mil pessoas.

Em 1982, a banda lança outro clássico, “Iron Fist”, um disco sem muita inspiração e com uma produção fraca, porém que registrou vários petardos sonoros, como a faixa-título, por exemplo. O disco foi produzido pelo próprio Eddie Clarke e por Will Reid-Dick. Ambos trabalharam na produção do debut do Tank, “Filth Hounds of Hades”, no ano anterior.

“Iron Fist” também teve boas vendas e a banda saiu em tour entre março e abril de 1982. Em maio, a banda entra em estúdio junto com os Plasmatics para gravar um EP chamado “Stand By Your Man”, com 3 músicas. Logo após as gravações terem sido concluídas, “Fast” Eddie Clarke deixou a banda, alegando que não estava tão contente com o rumo que as coisas estavam tomando. Eddie montou o Fastway, banda de relativo sucesso na década de 80.

Lemmy não perdeu muito tempo procurando um substituto e logo em seguida chama Brian “Robbo” Robertson, egresso do Thin Lizzy. Brian ficou pouco tempo na banda, pois seu estilo, bastante técnico e virtuoso, não condizia muito com a sonoridade crua e simples do Motörhead, além de que, Brian se recusava em tocar algumas músicas antigas da banda em shows. Brian gravou com a banda apenas o álbum “Another Perfect Day”, lançado em 4 de junho de 1983. Brian deixou a banda em dezembro do mesmo ano.

Após a saída de Brian, ingressam na banda uma dupla de guitarristas: Phillip Campbell e Würzel. Porém logo em seguida, em fevereiro de 1984. “Philty Animal” sai da banda. Em seu lugar, entra Pete Gill, que já havia tocado no Saxon.

Em setembro de 1984 sai a coletânea “No Remorse”. Esse foi o último disco da banda a ser lançado pela Bronze Records, e traz o melhor que a banda gravou nesse tempo que esteve na gravadora, além de 4 faixas inéditas.

No ano seguinde, a banda migra para a GWR Records, e lança três discos sob a mesma: “Orgasmatron”, “Rock ‘n’ Roll” e o ao vivo “No Sleep At All”.

“Orgasmatron” foi lançado em 1986 e é o único full lenght a contar com Pete Gill na bateria. O nome do disco, originalmente seria “Ridin’ With The Driver”, porém de última hora a banda decidiu mudar para “Orgasmatron”, quando já era tarde para Joe Petagno (o artista que desenhou a maioria das capas do Motörhead) mudar a arte do disco. A banda decidiu usar a arte original. O disco contém as duas mais pesadas faixas da banda, “Orgasmatron” e “Deaf Forever”.

O álbum seguinte, “Rock ‘n’ Roll”, de 1987, marca a volta do baterista Phil “Philty Animal” Taylor. O disco acabou conquistando os EUA, porém, no Reino Unido, o disco vendeu pouco, atingindo apenas a trigésima quarta posição. Lemmy e o resto do grupo se mudaram para Los Angeles. Os fãs americanos pareciam mais dispostos a ver a banda tocar ao vivo e comprar seus álbuns, enquanto os britânicos pareciam ter perdido o interesse pela banda.

O álbum contém uma canção chamada “Eat the Rich”, que foi composta para o filme homônimo do comediante Peter Richardson, lançado em 1987, e que tinha o elenco de The Comic Strip, além do próprio Lemmy numa participação especial como “Spider.”

Em 1988 a banda lança um disco ao vivo chamado “No Sleep At All” e fica alguns anos sem lançar nada, por conta de conflitos com a gravadora. A banda aproveitou o tempo que ficou sem lançar nada para excursionar pelo mundo inteiro e passar por países pelos quais não tinham passado antes.

O próximo disco da banda seria lançado apenas em 1991, 3 anos após “No Sleep At All”, quando os problemas com a gravadora foram resolvidos. A banda assinou com a WTG-Sony (Epic) e lança em 2 de fevereiro daquele ano “1916”, um dos álbuns mais elogiados da carreira da banda, que foi indicado ao Grammy em 1992. Porém, o prêmio acabou sendo dado ao Metallica.

“1916” também foi o último álbum a contar com Phil “Philty Animal” Taylor na bateria. “Philty Animal” foi substitudo por Mikkey Dee (ex-King Diamond).

Em 1992, a banda grava com a nova formação o disco “March Or Die”, disco que teve vendas altas e apresentava fortes influências do hard rock oitentista. O disco tinha também participações especiais de Tommy Aldridge (Black Oark Arkansas, Pat Travers, Whitesnake e outros), do Slash (Guns ‘n’ Roses) e de Ozzy Osbourne.

Algum tempo depois a banda teve mais desentendimentos com a gravadora e acabou lançando em 1993 o álbum “Bastards” por um pequeno selo alemão, gerando pouca repercussão. Em seguida, a banda assina com a CMC International e lançam “Sacrifice” em 1995, o disco mais pesado da banda e o último a contar com Würzel como guitarrista. A banda então, voltou a ser um trio, com Lemmy no baixo e nos vocais, Phill Campbell na guitarra e Mikkey Dee na bateria, formação que está consolidada até os dias de hoje. Ainda em 1995, é realizado um show comemorativo aos 20 anos de carreira da banda e 50 de idade do Lemmy, no Whisky A-Go-Go, em Los Angeles, que contou com o Metallica (sob o pseudônimo de “The Lemmys”, fantasiados de Lemmy Kilmister e tocando apenas covers do Motörhead) como banda de abertura.

Em 1996, sai o disco “Overnight Sensation”. A banda entra em um breve hiato e em 1998 lança “Snake Bite Love” e em 1999 o disco duplo ao vivo “Everything Louder Than Everyone Else”, gravado em Hamburgo, Alemanha, no ano anterior.

Agora, na década de 2000, a banda lançou 8 discos, “We Are Motörhead” (2000), “Hammered” (2002), “Inferno” (2004), “Kiss Of Death” (2006), “Motörizer” (2008) e “The World Is Yours” (2010), além dos discos ao vivo “Live At the Brixton Academy” (2003) e “Better Motörhead Than Dead”. A banda vem lançando em média um disco a cada dois anos e excursionando incansavelmente pelos quatro cantos do mundo, e Lemmy afirma que não pretende se aposentar tão cedo.
fonte: last fm

Eles uniram o Punk e o Heavy Metal e serviram como base para o Thrash Metal e o Hardcore, nunca atingiram em cheio o mainstream, mas é uma das maiores bandas de Rock Pesado da história, nunca foram milionários, mas fazem um dos shows mais grandiosos entre as bandas de Rock é uma banda que sempre toca em festivais e não poderia faltar nas comemorações no aniversário do blog que vai até o dia 30.

                 CLÁSSICO DE 1980
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5 comentários:

Victor Lourenço disse...

Ace os Spades é um clássico e isso não se discute!!

Junior Suzuki disse...

Lemmy, lenda viva!

Raquel S. Ramos disse...

CLÁSSICÃO

Café de Fita disse...

táai um classico que n morre!

Tiago Guillen

Mylla disse...

Acho a voz do Lemmy simplesmente sensacional! <3 Preciso tirar um tempo pra conhecer mais do trabalho do Motorhead, já passou da hora.

:*

http://hey-london.net

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