THE VINES - Get Free

[postlink]http://rocknrollpost.blogspot.com/2012/11/the-vines-get-free.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=asOvnGHwtDUendofvid[starttext]Em 1991, depois de ter largado a escola no 1º ano e fazer apenas 6 meses um curso de artes e largá-lo também, Craig Nicholls foi trabalhar no McDonald’s. Na época, ele estava com 13/14 anos, e conheceu Patrick Matthews. Ambos compartilhavam do mesmo gosto musical (Nirvana, Beck, Pavement, Suede e Beatles) e resolveram se unir para tocar. Craig na guitarra e nos vocais e Patrick no baixo. Chamaram também David Olliffe, amigo de escola de Patrick para tocar bateria. Patrick, Craig e David tocaram pela primeira vez em público em outubro de 1994.

Em abril de 2000, a banda foi entrevistada por uma rádio de Sydney, que aproveitou e tocou a faixa demo “In The Jungle”. Foi graças a este dia que Patrick, Craig e David sentiram que poderiam ir mais longe e começaram então a escrever músicas freqüentemente e a ensaiar mais. Este esforço resultou na gravação de uma demo tape com 4 faixas. Andy Cassell da Winterman & Goldstein Management e Ivy League Music escutaram a demo, que nas mãos da pessoa certa tirou o The Vines do anonimato.

Foi então que Cassell e mais seus parceiros Peter Lusty e Andy Kelly passaram a empresariar a banda. Pelos próximos meses o The Vines foi encorajado a gravar todas as suas músicas em uma demo. Com a demo pronta eles enviaram para A&R, que imediatamente se interessou pelo som da banda.

Em setembro de 2000 o The Vines tocou no festival das Olimpíadas de Sydney. Já em outubro do mesmo ano eles tocaram abrindo para os australianos do You Am I. Eles se apresentaram no Metro Theatre, casa de espetáculo em Sydney, o que para eles foi a maior apresentação desde o surgimento da banda. Neste dia Craig correu furiosamente no palco, rasgou sua camisa e quase destruiu por completo sua guitarra.

Ainda em 2000, nas vésperas de Natal, The Vines se reuniu com seu empresário para decidir com qual gravadora eles deveriam assinar. Depois de um duro crivo, eles acharam melhor assinar com uma novata no seguimento, a Engine Room, uma companhia de Sydney que produz álbuns e depois os vende para Major Record Companies.

Já no início de 2001 (fevereiro), The Vines começou a pré-produção para um futuro álbum de estréia. Primeiramente re-gravando suas faixas demo “Drown The Baptists”, “Get Free”, “Winning Days”, “Mary Jane”, “Outtathaway” e “Sunchild”. O produtor foi o australiano Greg Wales, e as músicas foram gravadas na Q Studios em Sydney. Este material foi utilizado para apresentá-los a grandes corporações musicais.

Em maio de 2001 o The Vines novamente foi a banda de suporte do You Am I, desta vez como banda de abertura em uma pequena turnê nacional. Durante alguns destes shows eles deram alguns cd’s demo de 5 faixas para aqueles que chegaram cedo para assisti-los tocar. O CD incluía as faixas “Country Yard”, “Mary Jane”, “Autumn Shade”, “Factory” e “Highly Evolved”.

No mês de julho de 2001 a banda foi para Los Angeles para gravar o álbum de estréia com Roy Schnapf, na Sunset Sound Studios. Devido a alguns desentendimentos com a gravadora, o baterista David Olliffe acabou retornando para Austrália deixando a banda em má situação.

Somente em novembro daquele ano o The Vines recomeçou as gravações do álbum. Para a bateria foi chamado Joey Waronker (Beck e REM) e também Pete Thomas (baterista de Elvis Costello e The Attractions) que se revezaram para finalizar o álbum. A banda também gravou a música “I’m Only Sleeping” dos Beatles, para fazer parte da trilha sonora do filme “I Am Sam”, de Sean Penn.

O interesse internacional pelo The Vines aumentou com o lançamento do single “Factory”. Lançado em novembro de 2001 na Inglaterra pela XL Recordings, ele foi classificado pela revista britânica NME (New Music Express) como “simplesmente divino”. Em 3 de novembro a mesma revista elegeu “Factory” como o single da semana.
Com as gravações do álbum de estréia quase finalizado e ainda sem um bom contrato assinado, o The Vines teve sorte, pois o presidente da Capitol Records, Andy Slater, resolveu apostar e assinou com a banda para lançá-los nos EUA. Heavenly Records ficou com a responsabilidade de lançá-los na Inglaterra.

De volta a Sydney, The Vines colocou um anúncio em uma revista de música procurando por um baterista. No anúncio dizia: “Oportunidade para baterista com experiência em shows. Pense em Nirvana, The Kinks e Stones Roses”. Trinta pessoas se interessaram, incluindo Hamish Rosser, um americano de Nevada, EUA que na época tocava em uma banda tributo ao The Kinks e que estava de férias na Austrália. Hamish retornou aos EUA rapidamente para alguns compromissos e uma semana depois retornou a Austrália para participar de uma audição com os membros do The Vines, Craig e Patrick.

Em fevereiro de 2002 (depois de quase 6 meses sem se apresentar), o The Vines mandou ver no festival Vic On The Park, realizado em Sydney. A banda neste momento contava com Hamish na bateria (oficializado na banda) e Ryan Griffiths (melhor amigo de Craig) na guitarra acústica. The Vines recebeu elogios rasgados da revista local Drum Media pela apresentação no festival.

Já em março daquele ano, The Vines seguiu para Inglaterra para quatro pequenas apresentações. Graças a revista New Music Express que estava presente no primeiro show em Brighton e que novamente elogiou a banda como: “sensacional, um dos maiores shows que já assistimos”, o The Vines acabou estendendo sua turnê na terra da rainha. Outro que elogiou a banda profundamente foi o vocalista James Dean Bradfield, da banda Manic Street Preachers, que disse: “absolutely fucking amazing”.

Repercutindo super bem, os demais pequenos shows da banda tiveram os ingressos completamente esgotados. Craig e Patrick ainda foram entrevistados pela Radio 1 e XFM de Londres.
Em abril de 2002 a EMI Australia assinou um contrato com a banda para o lançamento do álbum.

Já no dia 5 de abril eles abriram para a banda Doves, no The Astoria. Ainda na Inglaterra eles gravaram versões ao vivo para as músicas “Highly Evolved” e “Get Free” para o Top Of The Pops do dia 11. Eles também apareceram nos programas televisivos Later With Jools Holland, e no programa musical CD:UK.

Abril foi um grande mês para o The Vines, que aproveitou para lançar mundialmente o single “Highly Evolved”, que ficou na 32ª posição nas paradas inglesas. Na Austrália a rádio Triple J foi a grande responsável pela excessiva divulgação da banda.
Dando seqüência eles novamente foram para Los Angeles, para gravar seu primeiro clipe, “Get Free”, e iniciar uma pequena turnê pelos Estados Unidos e Canadá. “Get Free” foi filmado na Chandler Valley Center Studios, em Burbank, Califórnia. Dirigido por Roman Coppola, o clipe foi gravado em 2 dias.

Ainda em LA a banda se apresentou no Coachella Festival, no deserto, e também no famoso Troubadour. Já em Nova York tocaram no Mercury Lounge, e em Washington mandaram ver no festival WHFS. Todos os shows da banda tiveram os ingressos vendidos. Em Toronto, Canadá, mais de 200 pessoas ficaram esperando a noite toda para conseguir um ingresso, pois o local estava abarrotado.

Com resultados surpreendentes nos Estados Unidos, a revista Q Magazine fez uma matéria com a banda. Enquanto isso, a música “Get Free” ganhava cada vez mais espaço nas rádios americanas, inclusive na influente KROQ.

O mês de junho de 2002 foi incrível para o The Vines. No dia 01/06 eles foram capa da revista britânica NME (New Music Express). No dia 15/06 se apresentaram no KROQ Weenie Roast Festival em Los Angeles. No dia 17/06 o single “Get Free” foi lançado mundialmente. Ainda em junho eles embarcaram para mais uma pequena turnê na Inglaterra, incluindo desta vez shows em Sheffield, Manchester, Glasgow, Liverpool, e também um show em Londres promovido pela XFM. Se como tudo isso não bastasse, o The Vines se apresentou no importante festival Glastonbury, no dia 27/06. Como a própria New Music Express declarou: “triumph is totally theirs”.

No mês seguinte finalmente o The Vines lançou seu tão aguardado álbum de estréia - “Highly Evolved” -, lançado no dia 8 de julho na Inglaterra e dia 15 de agosto no restante do mundo. O álbum ficou com a 3ª posição nas paradas inglesas, atrás somente de Oasis e Red Hot Chili Peppers. Com este terceiro lugar o The Vines foi a primeira banda australiana a conseguir figurar no Top 5 da dificílima parada britânica. Já na Austrália eles ficaram com a 5ª posição e nos Estados Unidos com a 11ª.

Com esta boa repercussão seria natural revistas do mundo inteiro escrever sobre eles, como por exemplo Rolling Stones Magazine, Q Magazine, The Times, e claro, New Music Express.

Eles foram a primeira banda australiana a aparecer na capa da Rolling Stone em 20 anos (a última foi Men At Work em 1983).
Ainda em julho de 2002 a banda embarcou para uma nova turnê nos Estados Unidos e Canadá, desta vez começando por Cleveland, Ohio onde se apresentaram ao vivo para a MTV, direto do Rock And Roll Hall Of Fame. Foram ainda capa da Q Magazine e participaram do programa televisivo Late Night With Conan O’Brien.

Além da Q Magazine, o The Vines foi novamente capa da New Music Express (20/07/2002). Desta vez a banda teve 6 páginas da revista dedicadas a eles. O curioso é que as páginas se abriam onde se podia ver uma grande imagem do vocalista Craig e diversas setas indicando partes da anatomia do corpo humano. O título da página foi “Anatomia do Deus do Rock”.

No final da turnê americana o The Vines ainda participou do famosíssimo programa The Late Show With David Letterman, no dia 19 de agosto. No programa eles tocaram “Get Free”, e Craig no final da música se atirou com sua guitarra sobre a bateria de Hamish que continuou tocando uma espécie de tributo a Kurt Cobain do Nirvana.

The Vines depois se mandou para a Inglaterra onde se apresentou nos festivais Reading e Leeds, nos dias 23 e 24 de agosto. Segundo a New Music Express: “The Vines were very good. Very very very very very good, in fact…”. No mesmo mês, mais precisamente dia 29, voltaram aos Estados Unidos onde fizeram uma performance no MTV Video Music Awards, na cidade de Nova York.

Depois de um longo período excursionando no exterior, o The Vines finalmente retornou a Austrália, onde deu início a uma nova turnê no dia 13/09/2002, em Melbourne. Em apenas 24 horas todos os ingressos para os shows da banda tanto em Melbourne como Sydney se esgotaram. Um segundo show da banda foi programado para ambas as cidades e novamente os ingressos acabaram. Fãs da banda de longa data relembraram neste momento que há oito meses atrás ela sequer conseguia vender 250 ingressos para que as pessoas os vissem tocar em pequenos pubs em sua cidade natal, Sydney.

Tanto sucesso estava levando a banda a loucura. “Todos eles enlouqueceram”, confessa um amigo íntimo. “Eles são espertos e isso afeta as pessoas de maneira diferente. Patrick começou a beber muito, Ryan começou a usar muita droga, Hamish virou um garanhão. Craig é apenas louco.”

Em janeiro de 2003, a aparição da banda no Big Day Out na Austrália foi marcada pela notícia de que a casa de Patrick e Ryan em Sydney (chamada de “The Fun House”) foi totalmente queimada. A dupla deu de ombros. “Eu não levei a sério”, confirmou Patrick depois. Ryan - que perdeu tudo que possuía no incêndio - ficou aliviado que as suas cobras de estimação Sonny e Lucy sobreviveram. Mais tarde no mesmo dia, Craig destruiu o gravador da NME quando perguntado se ele achava que a banda estava prestes a se separar.

Quando a banda apareceu no Later With Jools Holland, Craig em sua performance destruiu a bateria, o microfone e a sua guitarra na primeira música. Lou Reed que estava assistindo declarou: “me fez tão bem ver aquilo. O espírito vive! (…) O talento de Craig Nicholls parece que traz todo o tipo de complicações.” NME, 28 de fevereiro de 2004.

Em março de 2004 a banda lançou seu segundo álbum, “Winning Days”, que não foi tão celebrado pela crítica como “Highly Evolved”.

“É verdade que o novo álbum fortalece a personalidade do grupo e não é apenas um punhado de singles de vários gêneros diferentes. No entanto, a verdadeira sonoridade do Vines não aparece interessante. Se “Ride” mantém aquele estilo de refrão que vai durar na cabeça por uns bons meses, o restante das músicas é de uma falta de criatividade tão grande que até esconde boas faixas. Caso das belas baladas “Winning Days” e “Rainfall”, prejudicada pelo rock bobão de “Evil Town” e “She’s Got Something To Say To Me”. SET, abril de 2004.

Craig estava cada vez mais tornando-se uma pessoa de difícil convivência, seus ataques e sua agressividade cada dia mais constante. O ápice foi em um show para a rádio Triple M. Craig agrediu seriamente um fotógrafo (os gritos do acidentado pareciam como o de um animal ferido), encerrando o show precocemente, neste dia Patrick pegou um ônibus de volta para casa, abandonando para sempre a banda.

Shows foram cancelados e Craig foi consultado pelo neurologista Dr. Attwood, que deu o diagnóstico: Síndrome de Asperger (trata-se de um distúrbio que causa dificuldades na comunicação, convivência social entre outros problemas, uma forma de autismo mais leve).

Ficou provado que as brigas do vocalista com sua própria banda e as cenas de descontrole protagonizadas nos palcos e fora deles não eram apenas jogadas de marketing ou a tentativa de ser o novo Nirvana, como a critica gostava de dizer por aí.
Após um longo recesso dos palcos e dos estúdios de gravação, em abril de 2006 lançaram o Vision Valley, que foi uma resposta muito boa da banda para aqueles que não acreditavam que ela ainda teria algum futuro. Eles contaram com a ajuda de Andy Kent (You Am I) para a gravação do baixo no álbum. O CD demonstra um Craig muito mais maduro.

Meses depois Ryan Griffiths conhece Brad Heald em uma festa e ele acaba tornando-se o novo baixista da banda. A banda reergueu-se de forma fantástica, com ótimos shows e demonstrando um Craig Nicholls mais controlado, mas ainda assim louco (o espírito ainda vive).

Num show em Nova York (Bowery Ballroom) em 17 de março de 2008, a banda apresentou novas músicas (“Kara Jane”, “He’s A Rocker”, “Autumn Shade III”, “True As The Night”, “Manger”, “Get Out”, “Brain Dead” e “Jamola”).

Dia 26 de abril de 2008 eles se apresentaram na MTV Awards Australian com a nova música de trabalho “He’s A Rocker”, e logo depois a versão oficial da mesma foi lançada no MySpace. O álbum, intitulado “Melodia”, foi lançado em 12 de julho de 2008.

Em 3 de junho de 2011, lançaram o quinto álbum, “Future Primitive”.
FONTE: LAST FM

The Vines é o Beatles ligado no 220, esse é o único sucesso dos caras, mas é uma banda muito boa. aqui nenhuma banda caí no esquecimento.

http://www.thevines.com/
[endtext]

5 comentários:

Yuu disse...

Seu blog ta de parabens man.
http://quebizarrice.blogspot.com/2012/11/gangnam-style-parodia-estudantes-china.html

Lucas Adonai disse...

Po, muito bom! ;)

eumacle amaral disse...

é impressão minha ou o estilo deles
se parece com o greenday?
excelente blog parabéns.

Marco disse...

é só impressão mesmo, a influência deles é do rock dos anos 60 e o grunge.

Fábio Flora disse...

Adorei a história do começo da banda. O curso abandonado, o McDonald's... Demais! Vale um filme! Abraços e sucesso com o blog!

Postar um comentário

 
Real Time Analytics